BATIZADOS E ENVIADOS, VIVENCIANDO A MISSÃO NA AMAZÔNIA!

 

A Igreja é missionária na sua essência e nós, como membros dessa Igreja, através do Batismo, tornamo-nos também missionários. Porém, precisávamos vivenciar com mais intensidade esse “ser missionário” e, para tanto, fez-se necessário, não apenas reconhecer tal chamado, mas, tomar a atitude de ir além dos limites geográficos de nossas realidades cotidianas. Nossa viagem missionária foi sonhada e planejada por muito tempo, com a colaboração e consentimento de Dom Vital Chitolina, scj – Bispo da Diocese de Diamantino-MT e Pe. André L. Marana, scj, Pároco na Paróquia Nossa Senhora da Rosa Mística de Lucas do Rio Verde, (Bispo e Pároco de nossa comunidade) bem como Dom Marcos Piatek, Bispo da Diocese de Coari-AM.

Assim, pudemos concretizar a tão sonhada experiência missionária. Também contamos com o apoio dos Setores Missionários da nossa Paróquia. Chegamos em Coari junto com a pandemia, sem ter noção da gravidade e restrições que essa doença provocaria. E, talvez seja por isso que se chama “experiência missionária”, sonha-se com a missão, mas nunca tem-se a certeza de como realmente a vivenciará, qual a realidade que de fato nos depararíamos. O Espirito Santo sopra onde e como quer, e o missionário precisa estar aberto à escuta, assim, com as restrições da pandemia, não pudemos atuar junto às pastorais e outros serviços fins da evangelização, ou seja, não trabalhamos no que imaginávamos, pois, a necessidade naquele momento era outra, havia certa quantidade/necessidade de trabalho a ser realizado na área jurídico/administrativa, onde nos propusemos a colaborar.

Por isso o missionário que se coloca à disposição, precisa estar aberto, disponível e sensível aos anseios daquela realidade onde foi chamado e ao sopro do Espirito. A motivação dessa experiência missionária, distante três mil quilômetros de casa, além de uma viagem de nove horas de lancha a jato ou vinte horas de barco pelo Rio Solimões até o coração do Amazonas, se deu pelo desejo de conhecer outras realidades de nossa Igreja no Brasil, estar inserido, convivendo no dia a dia nas mais diversas realidade e adversidades, sentir o que o outro sente. E, mesmo diante das restrições de visitas para conhecer toda a realidade local, devido a pandemia, com os relatos de Dom Marcos, dos Padres e outras pessoas que tivemos a oportunidade de conviver, pudemos vivenciar um pouco as necessidade e anseios dessa gente e sua realidade, os quais tem muito a nos ensinar, recebemos mais do que pensávamos oferecer, seja através da acolhida, da receptividade, fé, esperança e no amor a Deus e ao próximo.

Não obstante, apesar das necessidades de toda ordem que vivenciamos, precisamos estar cientes que a missão nasce sempre em nosso lar, nossa Comunidade e nossa Paróquia, por vezes, mais necessária e urgente que a missão além-fronteiras. Podemos resumir nosso relato em duas passagens bíblicas: “Assim como o Pai me enviou, eu também vos envio” (Jo 20.21) e, … “Ai de mim, se eu não anunciar o evangelho” (1Cor 9,16).

 

PAULO CÉSAR CERUTTI E ROSÂNGELA NATALINA OJEDA CERUTTI
Missionários leigos, enviados pela Diocese de Diamantino – MT à Diocese de Coari, no Amazonas.

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