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Organização Pastoral

DIOCESE

É uma parte do Povo de Deus composta por um determinado número de paróquias, organizada em foranias, numa determinada área geográfica, que expressa a imagem da Igreja una, santa, católica e apostólica de Jesus Cristo, também chamada Igreja particular.

É a integração das paróquias entre si e o primeiro espaço da comunhão, da missão e da participação nas Diretrizes de Ação Evangelizadora no Regional, Nacional e Universal.

É a garantia da formação dos agentes de pastoral, a orientação para a celebração dos sacramentos e a dinamização da ação evangelizadora.

Compete ao Bispo diocesano governar a Igreja particular, com poder legislativo, executivo e judiciário, de acordo com o direito. (CDC cân. 391)

O Bispo é o primeiro responsável pela vida pastoral e pela ação evangelizadora na diocese. Ele é sinal de unidade e de comunhão com o clero e o Povo de Deus das paróquias.
A Diocese, em todas as suas comunidades e estruturas, é chamada a ser
“comunidade missionária”. (cf. DA, n° 168).

CÚRIA DIOCESANA

É o conjunto dos organismos e das pessoas que auxiliam o bispo no governo da diocese, principalmente na direção da ação pastoral, no cuidado da administração e no exercício do poder judiciário. (cf. CDC cân 469).

CONSELHO PRESBITERAL

É um grupo de sacerdotes, representativo do clero diocesano, que têm a função de ajudar o bispo, no governo da diocese e na promoção dos trabalhos pastorais.

O conselho presbiteral deve agir sempre com a presença do bispo, que é seu presidente, tendo somente voto consultivo. (cf. CDC, cân. 500)

As funções deste conselho são: dar parecer sobre questões que envolvem o governo da diocese; fazer a ligação entre o bispo e os presbíteros; ser ouvido para a ereção ou supressão de paróquia.

Os membros natos deste conselho são: o vigário geral, o coordenador diocesano de pastoral, o reitor do seminário maior e o pároco da catedral. Alguns dos membros são eleitos, tais como os coordenadores das foranias. Os outros membros são nomeados pelo bispo.

COLÉGIO DE CONSULTORES

É um grupo de sacerdotes (6 a 9), que são nomeados pelo bispo diocesano, dentre os membros do conselho presbiteral, para exercerem funções determinadas pelo direito. Em caso da Sé vacante, o conselho elege o administrador diocesano.

O colégio de consultores dará seu consentimento para o bispo realizar atos administrativos extraordinários, efetuar alienações superiores à quantia determinada pela Conferência Episcopal, destituir o chanceler e os notários da cúria, conceder cartas dimissórias, nomear ou destituir o ecônomo da diocese antes do prazo determinado.

O colégio de consultores deverá deliberar somente com a maioria absoluta dos membros presentes e terá um mandato de cinco anos.

ASSEMBLÉIA DIOCESANA DE PASTORAL

É a instância máxima e soberana para propor e aprovar planejamentos, tomar decisões, fazer opções pastorais para a ação evangelizadora na diocese.

A assembléia diocesana de pastoral é o organismo próprio para a avaliação conjunta da caminhada pastoral da diocese. É o momento de partilhar as experiências de evangelização realizadas nas paróquias. É o lugar privilegiado para planejar e fazer as opções prioritárias na pastoral de conjunto.

Participam da assembléia diocesana de pastoral: o bispo diocesano, os padres, um religioso (a) por paróquia, assessores e coordenadores diocesanos das pastorais e dos movimentos, representante dos ministros e dos conselhos paroquiais de pastoral, e outros convidados.

COORDENAÇÃO DIOCESANA DE PASTORAL

É uma equipe composta de três pessoas, escolhidas e nomeadas pelo bispo, com a aprovação do clero diocesano.

A coordenação diocesana de pastoral tem como função: ajudar na reflexão, no planejamento, no acompanhamento e na avaliação da pastoral na diocese; representar a diocese junto ao regional; ajudar na assessoria de encontros e cursos de formação; ser o elo entre as paróquias, foranias e coordenações diocesanas de cada pastoral.

CONSELHO DIOCESANO DE PASTORAL

É um organismo de serviço eclesial, na animação da vida e do ministério pastoral, para promover a comunhão e a participação com todo o Povo de Deus.

É um espaço representativo, deliberativo e articulador de toda pastoral na diocese.

O conselho diocesano de pastoral tem como função: coordenar a elaboração do plano diocesano de pastoral e acompanhar a execução do mesmo; planejar, acompanhar e avaliar as atividades pastorais na diocese; integrar todas as pastorais numa pastoral de conjunto; convocar e organizar a assembléia diocesana de pastoral.
Compete ao bispo convocar e presidir o conselho diocesano de pastoral, que tem somente voto consultivo e publicar o que nele foi tratado.

Os membros que compõem este conselho: o bispo, a coordenação diocesana de pastoral, um membro de cada conselho paroquial de pastoral, os coordenadores das foranias, assessores e coordenadores de cada pastoral e movimento, coordenador do núcleo da CRB, o representante dos presbíteros.

CONSELHO ECONÔMICO DIOCESANO

É um órgão de assessoria e de execução, na questão da administração dos bens móveis e imóveis e das finanças da diocese.
O conselho tem como função: cuidar e administrar os bens da diocese; zelar por todo o seu patrimônio; prever e aprovar o orçamento e o balanço financeiro anual; zelar pelo balancete de todas as paróquias; assessorar as paróquias quanto ao registro e as escrituras dos bens imóveis; avaliar e aprovar plantas de construção ou de reformas na diocese e nas paróquias; propor ao bispo a aquisição, a permuta ou a venda de bens.

São membros deste conselho: o bispo, o vigário geral, o administrador diocesano, o coordenador diocesano de pastoral, profissionais indicados pelo bispo. O mandato é de cinco anos.

MINISTÉRIO DO BISPO

Os Bispos, que por divina instituição sucedem aos apóstolos, são constituídos pelo Espírito Santo que lhes foi conferido, pastores da Igreja, a fim de serem também eles mestres da doutrina, sacerdotes do culto sagrado e ministros do governo. (cf. CDC, cân. 375).

Compete ao bispo diocesano, na diocese que lhe é confiada, todo o poder ordinário, próprio e imediato, que se requer para o exercício de múnus pastoral, com exceção das causas que forem reservadas pelo direito ou por decreto do Sumo Pontífice, à suprema ou outra autoridade eclesiástica. (cf. CDC, cân. 381).

A visita pastoral é para o bispo um meio eficaz para realizar concretamente o seu ministério de bom pastor, indo ao encontro das pessoas do seu rebanho, nas comunidades rurais, nos assentamentos, nas aldeias indígenas, nos bairros e nas cidades.

Na Paróquia, o bispo privilegie o encontro com as pessoas, a começar pelo pároco, demais sacerdotes, religiosos/as e lideranças. Convém que o bispo olhe e vistorie os livros paroquiais, conheça, acompanhe os projetos administrativos e as construções.

Também é importante a presença do Bispo nos meios de comunicação, nas instituições civis, religiosas, assistenciais e de caridade.

As celebrações dos sacramentos e a pregação da Palavra de Deus se tornam um momento forte para exercer a favor do seu povo o ministério da Palavra, da Santificação e da Guia Pastoral.

Diante das angústias e preocupações, das alegrias e expectativas do povo, poderá dirigir-lhe um convite à esperança na fidelidade a Jesus Cristo.

Toda visita pastoral bem realizada, torna-se um sinal da presença do Senhor que visita o seu povo na paz.

FORANIA DIOCESANA DE PASTORAL

A Forania Pastoral é um conjunto de Paróquias, de uma região mais próxima, que organizam, planejam e realizam conjuntamente suas atividades pastorais. Tem um coordenador e um conselho forâneo, que procura coordenar e animar os trabalhos pastorais, promover reuniões e encontros de formação com as lideranças, trocam serviços e experiências pastorais, em vista de uma melhor e maior integração, comunhão e participação das pessoas na evangelização.

A Diocese de Diamantino está organizada em quatro foranias:
Forania de Diamantino = Alto Paraguai, Diamantino, São José do Rio Claro e Nova Maringá.
Forania de Lucas do Rio Verde = Nova Mutum, Santa Rita do Trivelato, Lucas do Rio Verde, Tapurah e Itanhangá.
Forania de Arenápolis = Arenápolis, Denise, Nortelândia e Santo Afonso.
Forania de Tangará da Serra = Campo Novo do Parecis, Sapezal e Tangará da Serra.

PARÓQUIA

É uma determinada área geográfica, localizada numa diocese, constituída por várias comunidades de fiéis que formam o Povo de Deus, sob a orientação do pároco que é nomeado pelo bispo diocesano.

O pároco é o pastor próprio da paróquia, que tem a responsabilidade pastoral de ensinar, santificar e coordenar a evangelização, juntamente com os outros padres, religiosos (as) e as lideranças leigas.

A paróquia é organizada e exerce sua missão evangelizadora através do conselho de pastoral paroquial, do conselho administrativo econômico paroquial, juntamente com todas as coordenações das pastorais e dos movimentos pertencentes a ela.

A paróquia deve ser uma “comunidade de comunidades”, uma verdadeira “comunidade missionária”, onde vivem e são formados os “discípulos missionários de Jesus Cristo”. É o “espaço da iniciação cristã, da educação e da celebração da fé”. (cf. DA nº 170)

É preciso renovar a estrutura da paróquia, organizando-a em Setores, Núcleos e Grupos de Famílias, para descentralizar a ação evangelizadora, aproximando mais os fiéis católicos e tornando-os mais participativos, verdadeiros discípulos missionários.

A assembléia paroquial de pastoral é a instância máxima para planejar, definir e assumir as opções pastorais e também para avaliar a ação evangelizadora e propor mudanças e melhorias no processo de evangelização.

CONSELHO DE PASTORAL PAROQUIAL (CPP)

É formado por um grupo de pessoas, representantes das pastorais e dos movimentos, que sob a coordenação do pároco tem a função de organizar, animar e promover a pastoral de conjunto na paróquia. Este conselho deverá ser fermento na massa, sinal de comunhão e participação das pastorais e dos movimentos na evangelização.
São membros deste conselho: o pároco, o presidente do CAEP, os coordenadores das pastorais e dos movimentos, representante dos religiosos. O compromisso dos membros é de no mínimo por dois anos.

CONSELHO ADMINISTRATIVO ECONÔMICO PAROQUIAL (CAEP)

É um grupo de pessoas, representativo da comunidade paroquial, que ajuda o pároco na administração material, pastoral e na sustentação financeira da paróquia.
Este conselho tem como função: zelar pelos bens móveis e imóveis da paróquia; realizar promoções para sustentação financeira e promover melhorias; ajudar na conscientização do dízimo; zelar pelos funcionários e agentes de pastoral; prestar contas e zelar pela contabilidade mensal e anual. O mandato dura dois anos.

CONSELHO DE PASTORAL COMUNITÁRIO (CPC)

É um grupo de pessoas, formado por representantes das pastorais e dos movimentos da comunidade, que tem a função de coordenar e animar a vida cristã da comunidade. O mandato dura dois anos.

COMUNIDADE CRISTÃ

É formada pelos fiéis cristãos que moram mais próximos, que celebram juntos a sua fé, organizam sua vida comunitária e buscam uma vivência mais cristã, fraterna e solidária.

OS MINISTÉRIOS

Ministério é um “dom do Pai, pelo Filho, no Espírito Santo, que torna seu portador apto a desempenhar determinadas atividades, serviços e ministérios em ordem à salvação”.

É considerado ministério “o carisma que, na comunidade e em vista da missão na Igreja e no mundo, assume a forma de serviço bem determinado, envolvendo um conjunto mais ou menos amplo de funções, que responda a exigências permanentes da comunidade e da missão, seja assumido com estabilidade, comporte verdadeira responsabilidade e seja acolhido e reconhecido pela comunidade eclesial”.
Ministérios existentes na Igreja:

– Ministérios reconhecidos – são serviços e/ou funções assumidas na comunidade eclesial, mas sem nenhuma formalidade canônica ou litúrgica.

– Ministérios confiados – são conferidos para as pessoas por algum gesto litúrgico ou alguma forma canônica. São os ministérios da sagrada comunhão, do batismo, do casamento.

– Ministérios instituídos – são funções conferidas pela Igreja através de um rito litúrgico chamado “instituição”. São os ministérios do Leitorato e do Acolitato.

– Ministérios ordenados – são as funções conferidas através do sacramento da Ordem. São os ministérios do Diaconato, do Presbiterato e do Episcopado, cujo carisma específico é o da coordenação e da animação. (cf. Doc. 62, CNBB, n° 84 a 88).

Na Diocese temos os Ministérios da Palavra, da Comunhão Eucarística e da Esperança, que são conferidos pelo Bispo, válidos por dois anos, com possibilidade de renovação por mais tempo.

GRUPOS CRISTÃOS DE BASE

São pessoas e/ou famílias que se reúnem em pequenos grupos, para estudar e refletirem a Palavra de Deus e os ensinamentos da Igreja, buscando respostas para suas dúvidas e problemas. Estes grupos rezam, celebram, refletem e partilham sua fé e vivência cristã, para serem verdadeiros “discípulos missionários” na comunidade.

FAMÍLIA

É uma comunidade de amor, vida e fé, constituída por Deus, para ser a verdadeira “Igreja doméstica”. É dom de Deus e o bem mais precioso da humanidade. É escola do amor, da fé e dos valores humanos e cristãos. É o lugar privilegiado para a experiência com Deus e para a evangelização. É o fundamento da Igreja e da sociedade. É o santuário da vida e o futuro da humanidade.

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