Home / História

História

POVOAMENTO INICIAL E ECONOMIA

O início do povoamento e exploração do diamante e do ouro, daí o nome “Diamantino”, ocorreu em 18 de setembro 1728. A descoberta de minérios foi realizada pelo sorocabano e bandeirante Gabriel Antunes Maciel. Este aventureiro estava, na verdade, à procura de minérios na lendária “Martírios”, região supostamente situada no norte do então Estado do Mato Grosso, na época apenas uma terra dependente de São Paulo. Devido à abundância de ouro e diamantes, muitos escravos eram trazidos para o serviço pesado no garimpo.

Pastoralmente Diamantino era atendido por padres diocesanos e religiosos vindos de Cuiabá e Rosário Oeste, às vezes mais interessados em minérios e riquezas do que na ação missionária. Era a época do Padroado (1719-1889), sendo a Igreja Católica a única Igreja oficial no país. A Paróquia de Diamantino foi criada em 1811, mas a atual igreja matriz começou a ser construída em 1818, uma igreja nunca completamente concluída e em constantes reformas até os dias de hoje. (Em prova disto, aos 09 de setembro de 2003 através da Portaria n. 013/2003, a Secretaria de Estado de Cultura do Estado do Mato Grosso, procedeu o tombamento histórico da igreja matriz e casa canônica de Diamantino. As obras de recuperação da igreja matriz iniciaram em janeiro de 2008 com previsão de conclusão para o mesmo ano na festa da Imaculada Conceição em oito de dezembro) .

Com o assassinato do Padre Domingos Tanganelli em 1872, dentro da igreja, por defender a abolição da escravatura, a Paróquia ficou sem padres residentes até 1930. Vinham apenas esporadicamente padres de Cuiabá e mais tarde de Rosário Oeste para a festa da Imaculada no dia 8 de dezembro de cada ano, para as desobrigas (casamentos, batizados, bênçãos e crismas).

No aspecto econômico, Diamantino nos seus 280 anos de existência, sempre esteve à mercê das riquezas do momento, sobressaindo inicialmente os minérios, em seguida a borracha, a poaia, a madeira, mais recentemente a agropecuária, a agricultura de exportação baseada na soja, algodão, arroz, milho, açúcar, álcool e atualmente a suinocultura e avicultura. O grande destaque econômico do momento são as instalações de grandes firmas no setor de frigoríficos de gado e aves, bem como de curtumes e fábricas de biodiesel, de álcool e de óleos vegetais. Em toda área da diocese surgem sempre mais as pequenas hidroelétricas.

CRIAÇÃO DA PRELAZIA

Na década de vinte, do século passado, o Papa Pio XI chamou a Companhia de Jesus, ordem religiosa fundada por Santo Inácio de Loyola em 1540, para assumir uma Prelazia no Brasil. Diante de vários convites, entre eles, Goiás e Espírito Santo, prevaleceu o apelo de Dom Aquino Corrêa, Arcebispo de Cuiabá. Dom Aquino escolheu a região de Diamantino, com uma vasta extensão de terras abarcando todo o médio norte e o norte do Estado. A sede da Prelazia ficou sendo a vila de Diamantino, na época com apenas cerca de 400 habitantes. Toda a vasta extensão abrangida pela Prelazia não tinha nesta época mais de mil habitantes brancos e cerca de cinco mil índios de diversos povos. A Companhia de Jesus aceitou o pedido de Dom Aquino a 22 de março de 1929.

Em 1930, o Provincial da Província jesuítica de São Paulo, destinou para a missão os padres João Batista Du Dreneuf, José Materni e o irmão Osvaldo Dall´Agnollo. Em 26 de abril de 1930 o padre João Batista Du D reneuf prestava juramento como Administrador Apostólico, na capela da Nunciatura no Rio de Janeiro e no mesmo dia o Núncio Apostólico D. Bento Aloisi Masella, promulgava o decreto de execução da Bula de ereção canônica, denominada “Cura Universae Ecclesiae” (em 22/03/1929). A posse ocorreu em 21 de dezembro de 1930.

Os jesuítas, a partir de 1930, e as Irmãzinhas da Imaculada Conceição, a partir de 1934, desenvolviam atividades missionárias em diversas frentes, estabelecendo inicialmente a sede da missão às margens do Rio Juruena no local chamado Mangabal. Esta sede foi transferida posteriormente para Utiariti, região de terras mais férteis. Atendiam entre outros povos, os Iranxes, Nhambiquaras, Beiços-de-pau, Paresi, Rikbatsa, Salumã e os índios Bacairis do Rio Novo e Paranatinga. Na mesma época os missionários atendiam a Paróquia
de Diamantino, única existente em toda a Prelazia. Foi também criada a Paróquia territorial e depois pessoal de Santa Terezinha de Utiariti em 1953, sendo que a territorial foi fechada em 1977, e a pessoal continua até hoje. No atendimento religioso pastoral não indígena, mas também missionário, estava incluída toda a vasta extensão dos povoados de Rosário Oeste, Nobres, Alto Paraguai, Nortelândia, Arenápolis e regiões de garimpo, sítios e fazendas da região. O povo era composto de proprietários de sesmarias, criadores de gado, pequenos agricultores e uma população flutuante de seringueiros e garimpeiros. Quase todos eram católicos, com apenas uns 50 protestantes.
Vieram também como missionários (as) para a Diocese:

Irmãs da Divina Providência, em 1963; Padres Combonianos, em 1975; Irmãs Carmelitas da Caridade de Vedruna, em 1975; Padres da Igreja-Irmã da diocese de Santa Cruz do Sul, RS, em 1978; Freis Capuchinhos, em 1983; Irmãs Apóstolas do Sagrado Coração de Jesus, em 1987; Padres da Igreja-Irmã da diocese de Jacarezinho, PR, em 1989; Padres Dehonianos, no final de 1995; Irmãs da Companhia das Discípulas do Divino Pastor, em 2000; Irmãs da Congregação Missionária Servas do Espírito Santo, em 2001; Irmãs da Congregação da Pequena Missão para Surdos, em 2003, Irmãos Lassalistas em 2007 e Irmãs da Congregação das Irmãs Capuchinhas Franciscanas de Madre Rubatto.

A Diocese conta hoje com dezesseis padres diocesanos incardinados, dez freis capuchinhos e seis padres dehonianos.

CRIAÇÃO DA DIOCESE E PARÓQUIAS.

DSC06823

O Administrador Apostólico Pe. João Batista Du Dreneuf faleceu em 1948, sendo sepultado na parede, à direita da Matriz da Imaculada Conceição. Em seu lugar assumiu o padre Alonso Silveira de Mello como Administrador apostólico e em seguida como primeiro bispo da Prelazia em 1955, mediante a Bula “Dilecto Filio Alphonso”. Dom Alonso criou as Paróquias de Alto Paraguai (1953), Arenápolis (1957), Nortelândia (1962) e as Reitorias de Porto dos Gaúchos, Paranatinga e Tangará da Serra (1968).

Depois de Dom Alonso assumiu Dom Henrique Froehlich (1971), que criou as Paróquias de São José do Rio Claro (1975), Denise (1977) e Santo Afonso (1980).

Em 16 de outubro de 1979 a Prelazia foi elevada ao grau de Diocese, sendo Dom Henrique Froehlich seu primeiro bispo diocesano.

Com a criação da nova Diocese de Sinop, em 06 de fevereiro de 1982, desmembrada de Diamantino e a nomeação de Dom Henrique, como seu primeiro bispo, assumiu Dom Agostinho Kist, em 1982, que criou as quase paróquias de Lucas do Rio Verde e Nova Mutum, em 1984; Brasnorte, Tapurah e Campo Novo do Parecis, em 1989. Em 1998 assume como terceiro bispo diocesano, Dom Canísio Klaus que logo elevou à categoria de paróquia as quase-paróquias acima citadas e em 1999 criou a Paróquia de Sapezal. Hoje a Paróquia de Brasnorte pertence à Diocese de Juína. O quarto Bispo Diocesano, Dom Vital Chitolina foi nomeado em 28 de dezembro de 2011 e tomou posse em 24 de fevereiro de 2012.

Deixe seu comentário