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Advento: Tempo de esperança, por Pe. Fabio Eustáquio de Meneses, scj

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Quando um casal vai ter um filho, eles fazem uma grande preparação. Desde o momento que recebem a notícia da gravidez, começa uma mudança radical de vida, tudo se transforma, cria-se uma expectativa naquela vida que se forma no seio materno. É uma vida que nasce, e com ela traz esperança, alegria, uma comoção que toma conta do casal e de todos que convivem com eles.

A partir de então, muda-se o quarto, as roupas, a casa muda, tudo feito com muito carinho na espera desta criança que vai nascer. Diante desta, nova vida a casa se enche de alegria, uma alegria que contagia que envolve e que se irradia por todos quantos recebem a notícia.

O tempo do advento é exatamente isso, um tempo de espera, de esperança e de alegria. Cristo vai nascer em nossos corações. E de nossa parte precisamos nos preparar, organizar nossa casa e nossa vida. Começa um tempo de mudança, onde cada um vai se preparando na firme esperança deste Deus Menino que quer se fazer presente em nosso meio.

O Advento abre o novo ano litúrgico da Igreja e nos prepara para o Natal. Este tempo é composto por quatro semanas. O Advento celebra a espera do Salvador. Sim, porque ele foi esperado! E esperado ansiosamente, de modo que não é somente o Enviado do Pai, mas também O esperado por nós! Mais que o vigia pela aurora, mais que a terra pelo sol nascente, mais que a flor pelo orvalho, nós O esperamos.

Para celebrar um acontecimento tão maravilhoso e estupendo a Igreja quer preparar-se bem… Daí o tempo sagrado de Advento. Nós, como Igreja, não podemos deixar passar esse tempo favorável, não podemos receber em vão a graça de Deus que vem a nós em Jesus (cf. 2Cor 6,1-2). Os sentimentos que nos devem orientar nas quatro semanas do Advento são: (1) a vigilância na fé, na oração, na busca de reconhecer o Cristo que vem nos acontecimentos e nos irmãos; (2) a conversão, procurando consertar nossos caminhos e andar nos caminhos do Senhor, para seguir a Jesus para o Reino do Pai; (3) o testemunho da alegria que Jesus nos traz, através de uma caridade paciente e carinhosa para com os outros; (4) a pobreza interior, de um coração disponível para Deus, como Maria, José, João Batista, Zacarias, Isabel; (5) a alegria, na feliz expectativa do Cristo que vem e na invencível certeza de que Ele não falhará.

Na celebração da Eucaristia têm-se os seguintes sinais: (1) a cor roxa, recordando a sobriedade de quem vigia e espera ansioso; (2) as flores na Igreja são usadas com moderação, também como sinal de expectativa; (3) não se canta o Glória na Missa, na expectativa feliz de cantá-lo na Noite Santa do Natal do Senhor; (4) na igreja, se coloca a Coroa do Advento, com quatro velas, significando a luz de Cristo, que vai se tornando mais intensa a cada um dos quatro domingos do Advento.

Desta forma, a Igreja nos convida a uma sincera conversão. É tempo de mudar, de nos preparar, para que Cristo nasça realmente em nossos corações, pois nossa espera é marcada pela certeza de que Ele vem e vai nascer. No entanto, Cristo só entra onde é bem acolhido. Preparemos nossa casa e principalmente nosso coração, eles devem ser as manjedouras que acolhem hoje o Senhor.

Que pela intercessão de nossa Mãe a virgem Santíssima, possamos acolher com dignidade o Deus menino em nossas vidas. Que o Senhor conceda a todos nós um bonito tempo de preparação para Sua chegada!

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Fonte: Paróquia de Lucas do Rio Verde

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