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Dom Cláudio Hummes visita Tangará da Serra e fala em ROSTO AMAZÔNICO para a Igreja

Dom Cláudio destacou a urgência de medidas de preservação e defesa ambiental: “Os pobres serão os primeiros a pagar a conta da devastação. Se empurrarmos as decisões para mais tarde, será tarde demais”

O Arcebispo emérito de São Paulo, Cardeal Dom Frei Cláudio Hummes, esteve em Tangará da Serra nesta quarta-feira (25) para divulgar os trabalhos da Rede Eclesial Pan-Amazônica (Repam) – trabalho específico da Igreja Católica com a missão de intensificar a evangelização do território amazônico e fortalecer a consciência ambiental na região.

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O Cardeal preside a Repam, que congrega 56 circunscrições eclesiásticas em nove países da América do Sul diretamente relacionados à Amazônia, sendo eles – além do Brasil -, Bolívia, Colômbia, Equador, Peru, Venezuela, Guiana, Suriname e Guiana Francesa. Sua presença em Tangará da Serra também está relacionada à importância da região como ponto estratégico de evangelização pela Igreja Católica e também a condição geográfica e territorial do município, onde se situa o divisor de águas (Serra do Parecis) das bacias do Paraguai e do Amazonas.

Ele esteve acompanhado do bispo da Diocese de Diamantino, Dom Vital Chitolina, e o frei Eliseu Aiolfi. Na entrevista coletiva que concedeu no Seminário Santa Teresinha, com acompanhamento do prefeito Fábio Martins Junqueira e dos vereadores Sílvio Sommavilla e Sebastian Ramos, Hummes falou dos desafios que conclamam a Igreja na Amazônia a ser missionária. “Misericordiosa e profética. É preciso apresentar um rosto amazônico da Igreja e isso somente acontecerá à medida que se envolver realmente”, disse.

Dom Cláudio, que falou com a autoridade de um representante do Papa Francisco, destacou a importância da adoção de medidas imediatas de preservação e recuperação ambientais, através de uma consciência coletiva de que o meio ambiente precisa ser respeitado e conservado, o que não pode mais esperar, ser deixado para mais tarde, na medida em que os efeitos da degradação atingirão de uma forma imediata e mais severa a população menos favorecida. “Os pobres serão os primeiros a pagar a conta da devastação. Se empurrarmos as decisões para mais tarde, será tarde demais”, resumiu.

O Cardeal permanecerá por vários dias na região. Ele pretende visitar – senão todos – a maior parte dos municípios que integram a Diocese de Diamantino, que se estende sobre uma área de 17 paróquias, desde Tangará da Serra, no Sudoeste, a Itanhangá, no Médio Norte.

Hummes pretende conhecer os problemas ambientais da região e também trabalhar conjuntamente na definição de uma estratégia de evangelização, incluindo povos indígenas. “A Igreja e a sociedade têm uma dívida com os indígenas, para que eles voltem a ser protagonistas da sua história, inclusive, religiosa”, afirmou. Ele acrescentou que um dos desafios será a formação de um clero autóctone na região, reforçando a ação evangelizadora.

Rede
Dom Cláudio Hummes falou acerca da colaboração que a Rede Eclesial Pan-Amazônica, criada em setembro de 2014, tem oferecido à América Latina. O organismo, formado pelos nove países citados anteriormente, é ligado ao Conselho Episcopal Latino-Americano (Celam). Possui como eixos estruturais a formação indígena, a comunicação, as redes intencionais e a Igreja de fronteiras.

A Repam esteve presente na COP 21, convidada pela Cáritas Francesa. No Brasil, o organismo tem divulgado a Encíclica Papal ‘Laudato Sí’, de autoria do Papa Francisco, em diversas universidades do Brasil.

Fonte: Bem Notícias Mato Grosso

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